O Segredo de Como Tocar Bateria: Seu Primeiro Ritmo de um Jeito Fácil
Quer aprender como tocar bateria mas acha difícil? Eu, Ronaldo Santana, mostro como fazer seu primeiro ritmo hoje mesmo, de forma simples e sem complicações. Clique e toque agora!
Sabe aquela batida que a gente sente no peito quando uma música começa a tocar no rádio? Aquele "tum-tá" que faz o pé mexer sozinho antes mesmo da gente perceber? Pois é, eu vivo essa sensação há 14 anos, desde que peguei meu primeiro par de baquetas lá em Cajati.
Mas eu confesso uma coisa para você: no começo, eu olhava para aquela montanha de tambores e pratos e me sentia pequeno. Parecia que eu nunca ia conseguir coordenar as mãos e os pés ao mesmo tempo. Era como tentar assobiar e chupar cana!
Como tocar bateria pode parecer um desafio impossível para quem olha de fora, mas a verdade é que o ritmo já mora dentro de você. Se você consegue bater palmas no tempo da música ou caminhar mantendo um passo firme, você já tem o que precisa. O que falta é apenas alguém para te dar a mão e mostrar o caminho, como se estivéssemos conversando na beira da calçada, sem palavras difíceis ou pressa.
O Jeito Mais Simples de Começar
Muitas vezes, a gente complica o que é natural. Para aprender como tocar bateria, a primeira coisa que precisamos fazer é respirar fundo e relaxar. Não precisa decorar mil teorias agora.
O professor Mateus, no vídeo que estou analisando hoje, mostra algo fantástico: a música é feita de pequenos pedaços. Ele ensina a gente a contar até quatro. É só isso! Um, dois, três, quatro.
Imagine que cada número desse é um batimento do seu coração. Se a gente organizar o que cada mão e cada pé faz nesses quatro números, a mágica acontece.
Eu sempre digo aos meus alunos que tocar bateria é como aprender a andar de bicicleta; no começo a gente fica meio bambo, mas depois que o corpo entende o equilíbrio, a gente não quer mais parar. O segredo não está na força, mas em sentir o balanço.
Conhecendo os Nomes dos Seus Novos Amigos
Antes de bater, vamos dar nome aos bois, mas de um jeito bem simples. Na bateria, temos três peças que são como o arroz, o feijão e a carne de um prato bem feito:
Chimbau: São aqueles dois pratinhos que ficam um em cima do outro. No vídeo, ele pede para a gente bater neles quatro vezes seguidas.
Caixa: É o tambor que fica entre as suas pernas e faz aquele som estalado, o "tá".
Bumbo: É o grandão que fica no chão e a gente pisa com o pé direito para fazer o "tum".
No vídeo, o Mateus mostra que, para começar, você só precisa manter a mão direita batendo no chimbau o tempo todo, como se fosse um relógio: tic, tic, tic, tic. Isso ajuda o seu cérebro a não se perder no meio do caminho.
Aprendendo a Usar os Pés Sem Medo
Uma das maiores dúvidas de quem está começando é saber como tocar bateria usando o pedal do bumbo. Muita gente acha que o pé vai cansar ou que não vai ter coordenação. Sabe como o professor explica isso? Como se você estivesse pisando no acelerador de um carro. É um movimento suave, usando o pé inteiro apoiado no pedal.
Eu sei que dá um frio na barriga tentar mexer o pé enquanto a mão está fazendo outra coisa. Parece que o corpo dá um nó! Mas tente pensar assim: o seu pé direito e a sua mão direita são grandes amigos. No vídeo, a primeira regra é: quando você bater a primeira vez no pratinho (o chimbau), você pisa no bumbo junto. É um encontro marcado no tempo "um". Isso dá aquela base forte que faz a gente querer dançar.
Colocando o Tempero com a Mão Esquerda
Depois que você acertou o bumbo no tempo "um", falta o estalo da caixa. No vídeo, o professor ensina a bater na caixa exatamente no tempo "três". Então, a conta fica assim: no 1 você bate bumbo e prato; no 2 bate só prato; no 3 bate caixa e prato; e no 4 bate só prato de novo.
Se você falar "Tum - Tá" enquanto faz isso, fica muito mais fácil. O cérebro entende o som antes da mão executar. Eu uso muito essa técnica com as crianças nas minhas aulas de musicalização. A gente canta o ritmo primeiro e, quando vê, as mãos já estão obedecendo sozinhas. É uma conexão linda de se ver!
Transformando Barulho em Música
Depois que você consegue juntar o bumbo, a caixa e o chimbau, você já não está mais fazendo barulho: você está fazendo música! É nesse momento que a confiança cresce. O professor ainda dá uma dica extra no vídeo sobre o "prato de ataque" ou "crash". Ele serve para dar aquele destaque no início da música, como se fosse um ponto de exclamação em uma frase.
Para usar esse prato bonitão, você substitui a primeira batida do chimbau por ele, mas continua pisando no bumbo junto. Isso dá um brilho especial. Eu vejo muitos alunos meus ficarem emocionados quando conseguem fazer essa transição. É como se eles finalmente tivessem encontrado a voz deles através das baquetas. E não importa se você tem 8 ou 80 anos, a alegria de sentir o ritmo fluindo é a mesma.
A Prática que Traz Felicidade
Não se preocupe se errar nas primeiras vezes. O erro faz parte do aprendizado. Se o pé tropeçar ou a mão bater na hora errada, dê risada e comece de novo. O importante é manter a constância. Tente praticar um pouquinho por dia, nem que seja batendo nas coxas enquanto assiste televisão.
O que eu mais amo na educação musical é ver como ela organiza a nossa cabeça e melhora o nosso humor. Quando você foca em aprender como tocar bateria, os problemas do dia a dia ficam um pouquinho de lado. É o seu momento de lazer, de expressão e de arte.
Conclusão: Você Nasceu para o Ritmo
Chegamos ao fim deste nosso bate-papo e eu espero que você esteja se sentindo mais encorajado. Aprender a tocar um instrumento é um presente que você dá para si mesmo. O vídeo do Mateus é um excelente ponto de partida porque ele tira toda aquela "pompa" da música e traz para a realidade de quem quer aprender do zero, com simplicidade e respeito.
Como professor, meu objetivo aqui no blog é exatamente este: desmistificar a percussão e mostrar que ela é acessível para todos. Não importa o seu nível de estudo ou se você nunca viu uma bateria de perto. O ritmo é democrático. Então, pegue suas baquetas (ou duas colheres de pau, se não tiver baquetas ainda!) e comece a praticar esse primeiro ritmo. O mundo fica muito mais bonito quando a gente coloca mais música nele.
Resumo dos pontos principais:
A contagem mágica: Tudo se baseia em contar até 4 (1, 2, 3, 4).
O relógio do ritmo: A mão direita no chimbau mantém o tempo constante.
O encontro no tempo 1: Bumbo e chimbau tocam juntos para dar peso.
O estalo no tempo 3: A caixa entra junto com o chimbau para marcar o ritmo.
O brilho do prato: Use o prato de ataque no tempo 1 para começar com tudo.
A posição do pé: Pise no pedal como se estivesse acelerando um carro, de forma relaxada.
Fale o ritmo: Diga "Tum" no bumbo e "Tá" na caixa para ajudar a coordenação.
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